Mostrando postagens com marcador Itália. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Itália. Mostrar todas as postagens

domingo, 12 de junho de 2011

Cartazes Italianos de Guerra



Sangue bom não mente!



6ª divisão de artilharia - Muitos nomes e muita honra



A mulher italiana está disposta a fazer sacrifícios para os homens de combate



Os nobres italianos estão prontos para o seu destino



Primeira brigada da artilharia Colonial



Grupo 5 do batalhão Eritrei



A marinha italiana derrubando um "Hawker Hurricane" Um dos mais famosos aviões de caça da Segunda Guerra



Rei Emmanuel III em roupas militares



Por uma nova ordem social, pela civilização!



Junto nós conquistamos! Bandeiras da Itália Fascista, do Japão e da Alemanha Nazista



Loteria para fornecer pão as tropas.



Soldado italiano guardando a Pátria.



Um por todos, e todos pelo Duce!



Regimento de artilharia




Primeira divisão da Líbia



Regimento da artilharia



Heróis fascistas em batalha



Heróis italianos construíndo pontes



1º Regimento de artilharia



Tanque blindado a caminho do Egito



SS Italianos lutando na frente Russa



Benito Mussolini



Cartaz fascista incitando o patriotismo nas mulheres. A chamada é para o alistamento como auxiliar da Decima Flottiga MAS.



Propaganda fascista contra os aliados. Trabalhadores Italianos! É assim que os libertadores irão educar suas crianças!



O trabalho dos libertadores Cartaz crítico aos Aliados, representado pela Estátua-da-Liberdade, os EUA



A república será defendida pelo espírito de Goffred Mameli Herói italiano do passado liderando as tropas fascistas para a vitória.




Primeiro a marcha para Roma, depois a marcha para Moscow Camisa-Negra destruindo o Urso (União-Soviética)



Proteção da economia nacional Banco de Roma - Cartaz anti-Britânico



Tudo e todos pela Vitória Saudação fascista, mãos levantadas.



Soldado da SS Italiana pedindo para se alistar Chamada para alistamento na Legião



Trabalhadores patriotas Chamada: Operários reconstruir a Pátria!



O Avanço Continua!



Guerreiro Dubat e um Leão. Observação: Os Dubats foram um grupo armado irregular do exército Italiano compostos por colonos somalianos



Legião heróica



O italiano luta pelo território



Fanteria Dell 'Isonzo Division

Análise do Fascismo pelo tradicionalista Julius Evola


O simbolismo do Fascio

O fascio é um simbolo de origem etrusca que é associado ao poder e à autoridade.
Na Roma Antiga, era usado em cerimónias oficiais - jurídicas, militares e outras - precedia a passagem de figuras da suprema magistratura, abrindo caminho em meio ao povo.
Constitui-se de um feixe de varas de bétula branca, simbolizando o poder de punir, amarradas por correias vermelhas (fasces), símbolo da soberania e união. O machado de bronze simboliza o poder de vida e morte.

Abaixo uma estátua de uma criança segurando o fascio.

Roma, basilica di san Marco, angelo della tomba del cardinale Aloisio Priuli

O fascio se tornou mais tarde símbolo do movimento Fascista, doutrina totalitária desenvolvida por Mussolini na Itália, no qual, a própria nomenclatura se inspira.

Esse simbolismo tradicional, e até nostálgico e mitológico, vivia no imaginário e no sonho italiano, que no passado, fora o berço de um dos maiores e mais influentes impérios da Antiguidade.

Para Julius Evola, o que caracteriza a mitologização é a idealização. Para ele, que por vezes se mostra relativamente simpático ao movimento, o Fascismo é legítmo apenas na medida em que foi uma manifestação e re-assumpção da grande tradição política européia, fomentada no plano espiritual, político e social.

Essa fomentação, para Evola, representa tudo o que a Europa buscava antes da Revolução Francesa.
A ascenção do Terceiro Estado que, para ele, foi o início do fim que levou a tradição européia a sua atual prostração.

Para Evola, a origem do Fascismo está relacionada com a crise da idéia de Estado - da autoridade e do império, originária das ideologias do Risorgimento, movimento que buscou entre 1815 e 1870 a unificação da Itália, que antes era uma coleção de pequenos Estados submetidos a potências estrangeiras.

Do Risorgimento formou-se um Estado secular, de influência maçônica e de governo liberal(que Evola considera medíocre) com uma monarquia enfraquecida (parlamentar e constitucional).
O Estado então se tornou desprovido de mito no sentido positivo, aboliu a idéia superior orientadora e organizadora e tornou-se fraco mediante as eminentes sugestões revolucionárias do Quarto Estado, ou seja, a revolução socialista marxista.

Litor romano
A admiração Evoliana.

Com a ascenção do fascismo, a idéia de Estado, com uma base para um governo forte, afirmou o puro princípio da autoridade e da soberania política.
Se orientando no trinômio "autoridade, ordem e justiça", do qual para ele, inegavelmente, criou grandes Estados europeus.
Evola mostra-se um tanto fascinado com o retorno dessa idéia de poder e da autoridade.

O imperativo ideal fascista se dá em combater o sistema de incompetência peculiar à democracia e substituí-lo por um princípio de solidariedade, energia e unidade num mundo que sentia e sente os efeitos das influências deletérias da consciência de classe, partidismo, do regime de influentes e incompetentes trapaceiros políticos, para além dos antagonismo entre os capitalistas monopolistas, os mercados e as forças do trabalho no sistema de inspiração liberal.

Para Evola, outro aspecto positivo é o sistema corporativista. O corporativismo é um sistema político que atingiu seu completo desenvolvimento teórico e prático na Itália Fascista. De acordo com seus postulados o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classe, que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política.

Esse espírito corporativista simboliza para ele uma re-assumpção do espírito que era a força motriz das antigas corporações e das empresas antes delas serem comprometidas por um lado pelos desvios e abusos de poder do capitalismo tardio, gerando uma consciência marxista que se espalhou pelas massas trabalhadoras.

O corporativismo fascista recolheu princípios de uma solidariedade anti-classista na ordem produtiva, superando ao mesmo tempo o liberalismo e o socialismo, numa concepção orgânica.

O primado do princípio político sobre a economia, e não o contrário.

Análise do sindicalismo e Autarcia

Apesar dos caracteres posititvos do corporativismo, o requerimento da praxis do regime foi apenas levada a meio.
No corporativismo fascista existiam ainda réstias da consciência de classe pois não houve a coragem de assumir uma posição claramente anti-sindicalista.

A dualidade empregador-empregado não foi superada onde deveria ter sido, nas próprias empresas, através de formas orgânicas originais.

O sindicalismo foi ineficiente, um parasita superstrutural estatal moldadado por um pesado centralismo burocrático.
O reconhecimento do sindicato representou um passo atrás e não um passo a frente, uma verdadeira demagogia legalizada.

O "passo-a-frente" para Evola foi representado na legislação laboral Nacional-Socialista que excluia o sindicalismo e ao mesmo tempo, conseguiu uma eficiente reconstrução da economia com a adequada satisfação da necessidade de justiça social.

Outro ponto criticado do fascismo é a Autarcia, o qual Evola defende.
Autarcia, é uma sociedade que se basta a si própria em termos económicos. Tem implícita a ideia de que um país deve produzir tudo aquilo de que necessita para consumir, não ficando dependente das importações.
O conceito de Autarcia tem origem na Antiguidade clássica, nas escolas estóicas, aonde era considerada como um imperativo da ética de independência e auto-soberania.

Manter o nível geral de vida relativamente baixo se necessário, para que se possa ser tão libre quanto possível das ataduras do capital e economias estrangeiras, é uma idéia sã e viril.

A Italia tem recursos naturais limitados.
Um sistema de autarcia e austeridade no contexto de uma economia de consumo equilibrada ao invés de uma de produção forçada e do supérfluo.
Contraposição da aparente prosperidade geral e uma vida quotidiana descontraída, com atroz saldo da dívida da balança estatal, uma extrema instabilidade, uma inflação progressiva e uma invasão de capital estrangeiro - invasão com o intúito encantador e hipócrita de "apoio ao desenvolvimento de áreas subdesenvolvidas".

A crítica do Totalitarismo.

Totalitarismo é um sistema político no qual o Estado, normalmente sob controle de uma única pessoa, político, facção ou classe, não reconhece limites à sua autoridade e se esforça para regulamentar todos os aspectos da vida pública e privada.

Segundo Evola, esse foi o primeiro dos diversos desvios que o fascismo teve quando era vigente.
O ideal de autoridade defendida por Evola era algo muito mais relacionada ao livre reconhecimento e lealdade a superioridade e muito menos impositivo.

Não deve ser equiparado a um pedagogo insuportável e invasivo.
Deve ser fruto de uma livre adesão e respeito mútuo e não interferência no que é estritamente pessoal e irrelevante para o propósito da ação comum.

A idéia formulal de "Tudo no Estado, nada fora do Estado, nada contra o Estado", para ele, torna o princípio de autoridade central indiscutível degenerada.
Esta idéia totalitária é reconhecível em um estado Soviético, dada suas premissas materialistas, mecanicistas e coletivistas, não em um sistema tradicional que se baseia em valores espirituais.

O Estado tradicional de Evola deve ser orgânico, não totalitário, e era nesse sentido que o regime fascista deveria ser guiado.

Um estado orgânico é um estado diferenciado e articulado, admite zonas de autonomia parcial, coordena e subordina a uma unidade superior forças cuja liberdade, no entanto, respeita.


Em busca de um nacionalismo purificado

Evola defende que a idéia tradicional da preeminência do Estado, qual ele viu germinar e morrer na ascenção do Fascismo, deve ser reassumida, reelaborada, repensada.

Uma precisa oposição ideal entre Estado e a "sociedade", reunindo nesta última todos os valores, interesses e disposições que dizem respeito ao lado físico e vegetativo de uma comunidade, não organizados em uma ideia superior.

Ideia que não se encontra nem democracia burguesa, de direito natural nem no socialismo pois ambos se limitam a entender o mundo unicamente em seus processos econômicos.

Para Evola, outro erro do fascismo, é incitar um nacionalismo apelando aos meros sentimentos de pátria e povo e associando a um "tradicionalismo" limitado a um conservadorismo do tipo burguês, púdico, catolizado e convencionalista.

Para ele, o sentimento de pátria e nação tem caráter pré-político, não inteiramente distinto do mero sentimento de família.

Pátria e nação, palavras usadas através de uma retórica vazia e desonesta, com fins táticos e eleitorais negando o possível conteúdo superior que pode ser reunido por um nacionalismo purificado.

Benito Mussolini - Cartaz Fascista
A questão da Diarquia, a demagogia fascista e o populismo

Diarquia é uma forma de governo compartilhada por dois chefes de Estado.
Evola escreve que várias críticas foram dirigidas a partir de vários pontos de vista a respeito da diarquia, ou seja, a coexistência da Monarquia e de um tipo de ditadura no período Fascista.

Para muitos que estavam empolgados com o movimento mussoliano, a aceitação fascista da instituição monárquica se coloca como uma "falha revolucionária".

A diarquia tem caráter tradicional.
Desde a Roma Antiga admitia-se em casos de necessidade, como recurso não-revolucionário, uma dualidade de poder. Em outras constituições tradicionais sempre vemos relações equivalentes à do Rei e do Duce, Rei e Imperador, a coexistência de uma autoridade máxima de um território e um governador (no sentido militar).
O primeiro encarnando o puro, intangível e sagrado princípio da soberania, e o segundo aparecendo como aquele que, em períodos tempestuosos ou em vista de exigências particulares, executava deveres excepcionais numa posição arriscada que, devido à própria natureza da sua função, não podia aproveitar ao rex.

O plano do rei é um plano abstrato, sagrado e dirigido aos princípios puros.

O Fascismo se enveredou pelo caráter populista, digno de um Bonaparte, com a inclinação democrática/demagócica de ir "ao encontro do povo", aproveitando-se de sua adulação, e excitando as forças emocionais e irracionais das massas.

A obediência dos suditos, num plano ideal, deve se basear em um "pathos de distância" (Nietzche), porque sentem que estão na presença de alguém que é quase de outra natureza.

Tanto o Ducismo e o Hitlerismo discursam em uma orientação moderna e anti-tradicional, pois o respeito e autoridade se dá pela idéia (falsa) de igualdade do lider, que na essência se pauta na idéia de "popular", sendo "um de nós" e representa (falsamente) a "vontade do povo".

A diarquia deve ser considerada apenas como uma doutrina, abstraindo qualquer consideração sobre a situação presente, homens e coisas. Não existem hoje reis que se atrevam a intitular-se como tal que não pela vontade do povo, e, se existissem, ninguém lhes obedeceria.

A questão do "partido único"

O verdadeiro Estado não reconhece a partidocracia de um regime democrático e parlamentar.
Partido significa parte, e implica portanto uma multiplicidade.
Partido único seria a parte que pretende tornar-se o todo, ou, uma facção que elimina as outras sem se elevar a um plano superior, precisamente porque se continua a considerar como partido.

Só pelo conceito puro de "partido" denota-se um empecilho a um sistema realmente orgânico e monolítico.
Então, mais do que um partido, precisaremos de falar de uma espécie de "Ordem", remetendo-se a função que, noutros tempos, a nobreza teve enquanto classe política - até o período dos europeus centrais.

Nem Rússia, nem América

O que deve ser reassumido do Fascismo, como clara palvra de ordem, é a oposição tanto à Russia como à America.

Cartaz Fascista contra os Aliados
"O trabalho dos Libertadores" 
Essas duas nações líderes representam no mesmo grau a anti-tradição e a negação dos valores superiores do legado europeu.

Cabe aos tradicionalistas, por falta de uma representatividade de uma "terceira via", infelizmente, a defesa interior, espiritual, subjetiva.
A defesa interior do capitalismo (americanismo) e do comunismo, já teria grande significado.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Debate: Existe algo em comum entre o Socialismo e o Nazi-Fascismo ?

"Tal é nossa tarefa como Nacional-Socialistas. Nós fomos os primeiros a reconhecer as conexões, e os primeiros a começar a luta. Porque somos socialistas, sentimos primeiro as maiores bençãos da nação e porque somos nacionalistas quisemos promover a justiça socialista na nova Alemanha."
(...)
"Somos socialistas porque vemos a questão social como uma questão de necessidade e justiça para a própria existência de um estado para nosso povo e não como uma questão para piedade barata e sentimentalismo humilhante. O trabalhador tem direito a um padrão de vida que corresponda ao que produz."

Die verfluchten Hakenkreuzler. Etwas zum Nachdenken (1932)

Debatedor 1
Gostaria de propor um discussão acerca da relação existente entre o naz-fascismo, considerado pelo senso comum de extrema-direita, e a esquerda socialista.
Associa-se muito os regimes totalitários do nazi-fascismo como, supostamente, um regime totalitário capitalista, mas até que ponto isso é verdade ?
Não seriam fascismo, nazismo e socialismo frutos do mesmo tipo de pensamento econômico ?

Primeiramente queria fazer uma breve definição do capitalismo.
Bem, por definição, capitalismo nada mais é que um sistema econômico no qual a maior parte da vida econômica, particulamente o investimento em bens de produção e sua propriedade se desenvolvem em caráter privado, não-governamental, através de um processo de concorrência econômica, tendo o incentivo o lucro. Infere-se dessa definição que, o capitalismo é individualista, pois expressa a liberdade do indivíduo frente ao coletivo.
Em contraponto ao capitalismo, temos o socialismo que é a teoria ou política que defende a posse ou o controle dos meios de produção – capital, terra, propriedade etc. – pela comunidade em conjunto, e a sua administração no interesse de todos.
O socialismo é a contradição perfeita do capitalismo, uma teoria coletivista, ou seja, o coletivo está a frente do indivíduo.

Estudando bem o Fascismo na Itália percebemos alguma coisas interessantes nesse regime.
Primeiramente ele é caracterizado por uma doutrina política totalitária, com expressão forte de nacionalismo e corporativismo.
Os fascistas diziam se opor tanto ao capitalismo quanto ao socialismo. Mas, em relação aos socialistas, os fascistas partem de uma premissa em comum, colocando o coletivo à frente do indivíduo.

Mussolini escreveu o seguinte:

"Fora do Estado não pode haver nem indivíduos nem grupos (partidos políticos, associações, sindicatos, classes).  Então o fascismo opõe-se ao Socialismo, que confina o fluxo da história à luta de classes e ignora a unidade de classes estabelecida em uma realidade econômica e moral do Estado." 
Doutrina do Fascismo, 1932.

Os Fascistas rejeitavam a luta de classes marxista e da estatização dos meios de produção,
Entretanto, há semelhanças imensas entre os sistemas no que diz respeito a sistema econômico.
O corporativismo fascista colocava o controle da produção nas mãos do Estado, ou seja, do coletivo; apesar da manutenção da propriedade privada dos meios de produção, a produção serve aos interesses do Estado. De tal forma que, aparentando ser privado, de fato, os meios de produção são controlados pelo Estado.

Logo, há algo confuso em considerar as teorias nazi-fascistas completamente opostas às teorias socialistas. Onde entra o capitalismo nesse espectro ideológico ?
Ambas as tendências políticas, direita e esquerda, são coletivistas, onde pode entrar o capitalismo individualista ?

Na verdade, fascismo e socialismo-marxista não são teoria tão opostas, na prática, são teorias irmãs. Ambas são filhas do mesmo pai: o coletivismo. São semelhantes de tal forma que se opõem completamente, ao mesmo tempo, ao capitalismo liberal e individualista.

Debatedor 2
Teorias irmãs ?  Desculpa, mas você só pode estar de brincadeira!
Pare entender o Marxismo é preciso entender os fundamentos do materialismo histórico e dialético, de Marx e Engels. Vamos determinar alguns pontos que podem ajudar a você distanciar o que é uma política coletivista e "semi-coletivista".
Vamos lá.
Fascismo socializou os meios de produção? Resposta: Não.
O Fascismo assumiu a consciência de classe dos trabalhadores e com isso a ideologia dos explorados contra a burguesia italiana ? Resposta: Não.
O Fascismo extinguiu a propriedade privada ?
Resposta: Não.
O Fascismo assumiu postura anti-racista e anti-discriminação de minorias ou respeitou as minorias ou até mesmo a soberania e existência de outros povos?  Resposta: Não.
O Fascismo defendeu o internacionalismo ? Resposta: Não.
Na teoria, não há como fazer um paralelo do socialismo marxista com o fascismo.

Debatedor 1
O fascismo não declarou a socialização os meios de produção, mas também não manteve plenamente a propriedade privada.
A teoria não extingue o fim da propriedade privada dos meios de produção, ao mesmo tempo que toda produção era subserviente ao Estado e devia servir totalmente ao social.

As vezes nos prendemos a distinções de palavras que na prática definem a mesma coisa.
O que imperava na Itália era o sistema político corporativista.
De acordo com seus postulados o poder legislativo é atribuído a corporações representativas dos interesses econômicos, industriais ou profissionais, nomeadas por intermédio de associações de classe, que através dos quais os cidadãos, devidamente enquadrados, participam na vida política.

Seu discurso, que propugnava a eliminação da luta de classes em prol de um modelo de colaboração entre elas, era entretanto firmemente ancorado nas concepções e na doutrina social e econômica do Marxismo.
A ênfase nas negociações coletivas e na intermediação política dos conflitos com a participação de sindicatos e representantes estatais caracteriza este meio de organização das relações entre empresários e trabalhadores.
Embora a propriedade privada dos meios de produção tenha sido nominalmente preservada, esta extensiva intervenção do estado na sociedade capitalista industrial significou o declínio da doutrina liberal nos países onde foi adotada.
Ela representou igualmente o ressurgimento de um tipo de organização da sociedade análogo ao que vigorara na Idade média e durante o período Mercantilista, em que o direito ao trabalho era regulado por guildas, e que fora justamente superado pelo triunfo das ideias liberais nos séculos XVIII e XIX.

Os Fascistas rejeitavam a luta de classes, em prol da conciliação de classes. Porque para eles não importa a classe, o que importa é a nação, a fidelidade deve ser à nação.
Mas, assim como os socialistas, os fascistas também têm a utopia do fim das classes sociais. De uma forma diferente: querem o fim das classes por meio da obediência total ao Estado. Não haverá classes, e sim uma massa. Fazendo uma anologia, um exército, onde todos são soldados, mesmo os de mais alta patente.

Debatedor 2
Entenda uma coisa, é falsa a idéia de que o Estado que intervem na economia é socialista.
Isso é uma liusão já que todas as economias capitalistas dependem do estado.
Hitler e Mussolini defendiam a propriedade privada como bem inalienável, o que fazem deles qualquer coisa, menos socialistas.
E as mais de 3000 empresas que lucraram com o nazismo e fascismo, inclusive usando trabalho escravo de judeus e comunistas ?

Debatedor 1
Manteve a propriedade privada, assim como o socialismo. O socialismo não quer o fim da propriedade privada, quer o fim da propriedade privada dos meios de produção.
E, os meios de produção no fascismo não são privados. Nem estatizados. São corporativizados, servindo totalmente aos interesses do Estado.
Ao invés da fidelidade à classe, proposta no socialismo, eles propuseram a fidelidade ao Estado, à nação.
De uma forma ou de outra, não poderiam ser considerados capitalistas.

Debatedor 2
Meu amigo, discurso político é uma coisa e prática política eh outra bem diferente.
Hitler era um homem inteligente, ele sabia que para conseguir o apoio maciço das massas ele tinha que "usar" medidas que favoreciam o povo: tanto é que nazismo significa nacional socialismo, apesar de Hitler odiar Marx.
Hitler sabia que não chegaria (Mussolini também) a lugar nenhum sem o apoio do povo!
Leia os historiadores, tanto de esquerda quanto de direita, depois tire suas próprias conclusões.

E o socialismo é uma fase de transição para o comunismo. Existiu sim, de fato, na URSS, propriedade privada nos primeiros anos do socialismo. Mas a idéia central do socialismo é que essa propriedade aos poucos vá sendo coletivizada e, consequentemente, a administração dos meios de produção e distribuição de bens e dessa sociedade comece a ser caracterizada pela igualdade.
Diferente do capitalismo onde igualdade não existe.
Identificar nazismo, fascismo com socialismo é uma idéia absurda e muito difundida pela burguesia, que ao invés de reconhecer a sua cria e tenta atribuir ao marxismo.
Não importa o quanto o Estado intervenha na economia nem o quanto ele tome o partido dos sindicatos em benefício próprio: entenda uma coisa, onde quer que haja uma burguesia - patrocinada ou não - se aproveitando do trabalho alheio - "apadrinhado" ou não - há capitalismo.
Todos os recursos econômicos utilizados pelo fascismo/nazismo que desviam o sistema do laissez-faire não o mudam e nem intentam mudá-lo.
Ao contrário, de forma inocente ou proposital, o protegem.

Posts relacionados

´