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sábado, 23 de março de 2013
A Arte de Gustave Moreal
Gustave Moreau (6 de abril de 1826 - 18 de abril de 1898) foi um pintor francês. Tornou-se célebre por ser um dos principais impulsionadores da arte simbolista do século XIX.
Moreau começou como pintor realista. Posteriormente, sob a influência dos impressionistas e pré-rafaelitas, evoluiu para uma pintura mais romântica e espiritual, que lhe permitiu entrar nas fileiras do simbolismo, junto com Munch, Ensor, Puvis de Chavannes e Redon. Alguns historiadores de arte preferem se referir a eles como pós-impressionistas.
Nascido em Paris, este pintor teve aulas dadas pelos mestres Chassériau e Picot em seus respectivos ateliês. Suas obras foram expostas pela primeira vez ao público e à crítica no Salão de 1852. Ele pregava que a inspiração nunca seria encontrada no objeto a ser pintado, pois ela seria única e exclusiva do pintor, ou seja, a obra seria executada a partir do que foi sentido por ele.
Os temas favoritos de Moreau eram as cenas bíblicas, principalmente a história de Salomé, muito em moda no final do século XIX, e as obras literárias clássicas.
Mestre da cor, soube representar mulheres de uma beleza rara com traços de anjo e pele aveludada, cobertas apenas por ousadas transparências. A luz foi utilizada por Moreau para obter essa atmosfera ao mesmo tempo mística e mágica, que caracterizou a pintura simbolista. No detalhismo caligráfico com que trabalhou os arabescos e demais elementos decorativos, Moreau se aproximou qualitativa e quantitativamente do modernista Klimt.
Abaixo algumas de suas obras:
sábado, 17 de março de 2012
A arte de Rafael Sanzio
Filho do poeta Giovanni Santi, pintor e poeta, autor de uma famosa crônica em verso sobre sua cidade natal, Colbordolo.
Rafael nasceu na cidade de Urbino, foi seu pai quem ensinou-o a pintar e, também, quem o introduziu à corte humanista da cidade, que ao final do século XV, havia se tornado um dos mais ativos centros culturais da Itália.
Ele forma junto com Michelangelo e Leonardo da Vinci, a tríade de grandes mestres do Alto Renascimento.
Precoce, aos 17 anos, já era considerado um mestre, levando seu nome respeito e curiosidade em outras escolas da região, entrando, posteriormente, na famosa escola florentina.
Com 25 anos de idade, ainda forjando seu estilo, já conquistou a fama e os favores do papa, sendo desde essa época, chamado de "o Príncipe dos Pintores".
Em Florença, Rafael tornou-se amigo de vários pintores locais, destacando-se Fra Bartolomeo, um proponente do idealismo renascentista. A influência de Fra Bartolomeo o levou a abandonar o estilo suave e gracioso de Perugino e abraçar a grandiosidade e formas mais poderosas. Entretanto, a maior influência sobre a obra de Rafael durante seu período florentino veio de Leonardo da Vinci e suas composições, figuras e gestuais, bem como suas técnicas inovadoras como o chiaroscuro e o sfumato.
Rafael Sanzio era celebrado pela perfeição e suavidade de suas obras. Fez uso das grandes inovações introduzidas na pintura do Renascimento, e de Da Vinci a partir de 1480: o chiaroscuro (claro-escuro), contraste de luz e sombra que empregou com moderação, e o sfumato (esfumado), sombreado levemente esbatido, em vez de traços, para delinear as formas. A influência de Michelangelo, patente na Pietà e na Madona do baldaquino, consistiu sobretudo na exploração das possibilidades expressivas da anatomia humana.
Sua imaginação era variada e fértil.
Seus trabalhos eram destinados a glorificar o poder da Igreja Romana através da justificação do Humanismo e do Neoplatonismo. Uma série de obras-primas, como a "Disputa" (ou "Discussão do Santíssimo Sacramento"), onde ele mostra uma visão celestial de Deus, seus profetas e apóstolos a encimar um conjunto de representantes da igreja, e equipara a vitória do catolicismo à afirmação da verdade. Outra obra de suma importância também é Escola de Atenas, uma alegoria complexa do conhecimento filosófico profano, pintados na Stanza della Segnatura, o tornou o artista mais procurado da cidade.
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| Discussão do Santíssimo Sacramento |
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| Escola de Atenas |
Era competente pesquisador interessado na antiguidade clássica, um de seus ofícios, também, era supervisionar e preservar as preciosas inscrições latinas em mármore. Dois anos depois, foi nomeado encarregado geral de todas as antiguidades romanas, para o que executou um mapa arqueológico da cidade.
Fez um exame detalhado da estrutura e dos elementos arquitetônicos do Panteão, como ninguém havia feito até aquele momento, o que també despertou nele seu viés artístico não apenas para pintura mas para arquitetura.
O primeiro trabalho arquitetônico conquistado por Rafael foi a posição de arquiteto da nova Basílica de São Pedro, cuja construção começou em 1506. A posição havia sido vagada pela morte de Bramante em 1514. Rafael mudou a planta de um desenho de inspiração grega para um design longitudinal. Contudo este projeto foi modificado novamente após sua morte.
Dois anos depois ele projetou as linhas da importante Villa Madama em Roma. Construída para o papa, era uma imitação das vilas que existiam por toda a Roma clássica e cuja descrição Rafael encontrou nos textos de Plínio o Velho.
Villa Madona – a mais antiga, foi projeto inacabado de Rafael, onde repete com muito cuidado aquilo que vinha descrito nos textos. O projecto original era majestoso e complexo, envolvendo uma ampla extensão de terreno que seria necessário graduar com uma sucessão de terraços, perspectivas renascentistas e jardins à italiana até o rio Tibre. Para a realização dos respectivos contrafortes também foi pedida a colaboração de Antonio da Sangallo, conhecido pelas suas capacidades técnicas nas fortificações.
A Villa Madama foi a primeira vila suburbanas segundo o modelo das vilas romanas, projectadas para festas e entretenimento, integrada com a natureza, arquitectura de veraneio, construidas em Roma no século XVI. Foi idealizada com a intenção de rivalizar com as descrições das vilas da Antiguidade, como a famosa descrição que Plínio fez da sua própria, e com as villas contemporâneas como a da Vila Farnesina.
O prestígio de Rafael até mesmo deu a sua obra um papel na criação e fortalecimento de alianças políticas, como no caso de trabalhos hoje em dia expostos no Museu do Louvre, que foram enviados à corte francesa, e o retrato de Lourenço de Médici para o partido florentino.
Rafael nunca se casou, ainda que algumas fontes afirmem que em 1514 ele estava noivo de Maria Bibbiena, sobrinha de um cardeal, mas o noivado terminou devido a morte prematura da jovem.
Diz a lenda que seu grande amor foi "Fornarina" (padeirinha), mas sua existência jamais foi confirmada. Segundo Vasari, a morte prematura de Rafael foi causada por excesso de amor.
sexta-feira, 16 de março de 2012
A arte de Sandro Botticelli - Dualidade mística
Sandro Botticelli é considerado por muitos o pintor mais notável da segunda metade do Século XV.
Aprendiz de Andréa del Verrochio da escola Florentina do Renascimento, suas pinturas são marcadas pelo cunho mitológico.
A escola Florentina do Renascimento compreende um grupo de pintores italianos influenciados pelo estilo naturalista desenvolvido na cidade de Florença. A arte da escola Florentina fundia elementos da arte bizantina com a arte paleocristã e com a arte romana, distanciando-se da chamada maiera greca, que dominava a Itália naquele tempo.
Protegido da família Medici, uma grande família da cidade-estado Toscana (na Itália), da qual dedicou diversos trabalhos como "Retrato de Giulliano de Medici" e "Adoração dos Magos", Botticelli recebeu referências filosóficas do neoplatonismo cristão nos círculos da corte de Lorenzo de Médici, que conciliava idéias cristãs com as clássicas.
Devido a esse contato com o mundo pré-cristão pintou cenas mitológicas como "A Primavera" e o "Nascimento de Vênus".
Como dito, o paganismo sob a ótica cristã é o que marca bastante seus trabalhos, embora hoje não há consenso na interpretação dessas pinturas.
O "Nascimento de Vênus" por exemplo, pode ser vista como fonte do amor divino, tanto do ponto de vista cristão quanto pagão. Na pintura, Venus é mostrada mas na posição típica da Virgem Maria.
Ele também estudou as esculturas da Antiguidade evoluindo posteriormente para a acentuação das formas decorativas e da atenção dispensada à harmonia linear do traçado e ao vigor e pureza do colorido. Suas obras tardias revelariam ainda um expressionismo trágico, de agitação visionária, fruto certamente da pregação de Savonarola.
Apesar do contato com o mundo pagão, sua devoção religiosa era considerada intensa e reconhecida.
Sob recomendação do Papa Sisto 4º, foi para Roma junto com Ghirlandaio, Luca Signorelli, Cosimo Rosselli e Perugino para decoração da Capela Sistina, onde realizou os afrescos "As provações de Moisés", "Os castigos dos Rebeldes" e "Tentação de Cristo".
Não foi a primeira vez que seus trabalhos eram usados em uma instituição religiosa, na adolescência trabalhou na casa de um ourives, na oficina de Fillipo Lippi, a quem teria ajudado nas decorações da Catedral de Prata.
Na temática religiosa destacam-se também São Sebastião (1473) e um afresco sobre Santo Agostinho.
Foi ainda destacado retratista, e seu talento excepcional de transpor para a linguagem formal as concepções de seus clientes tornou-o um dos pintores mais disputados de seu tempo. Sua reputação, alvo de um curto reavivar de interesse no século XVI, logo esvaiu-se, e somente com o reaparecimento de uma crescente curiosidade pelo Renascimento, registrada no século XIX, e, em particular, pela interpretação filosófica de suas obras, é que sua arte volta a adquirir o êxito e a fama que mantém até hoje.
Abaixo alguns de seus trabalhos, que mostram bem a dualidade mística (pagã e cristã) de Botticelli
Aprendiz de Andréa del Verrochio da escola Florentina do Renascimento, suas pinturas são marcadas pelo cunho mitológico.
A escola Florentina do Renascimento compreende um grupo de pintores italianos influenciados pelo estilo naturalista desenvolvido na cidade de Florença. A arte da escola Florentina fundia elementos da arte bizantina com a arte paleocristã e com a arte romana, distanciando-se da chamada maiera greca, que dominava a Itália naquele tempo.
Protegido da família Medici, uma grande família da cidade-estado Toscana (na Itália), da qual dedicou diversos trabalhos como "Retrato de Giulliano de Medici" e "Adoração dos Magos", Botticelli recebeu referências filosóficas do neoplatonismo cristão nos círculos da corte de Lorenzo de Médici, que conciliava idéias cristãs com as clássicas.
Devido a esse contato com o mundo pré-cristão pintou cenas mitológicas como "A Primavera" e o "Nascimento de Vênus".
Como dito, o paganismo sob a ótica cristã é o que marca bastante seus trabalhos, embora hoje não há consenso na interpretação dessas pinturas.
O "Nascimento de Vênus" por exemplo, pode ser vista como fonte do amor divino, tanto do ponto de vista cristão quanto pagão. Na pintura, Venus é mostrada mas na posição típica da Virgem Maria.
Ele também estudou as esculturas da Antiguidade evoluindo posteriormente para a acentuação das formas decorativas e da atenção dispensada à harmonia linear do traçado e ao vigor e pureza do colorido. Suas obras tardias revelariam ainda um expressionismo trágico, de agitação visionária, fruto certamente da pregação de Savonarola.
Apesar do contato com o mundo pagão, sua devoção religiosa era considerada intensa e reconhecida.
Sob recomendação do Papa Sisto 4º, foi para Roma junto com Ghirlandaio, Luca Signorelli, Cosimo Rosselli e Perugino para decoração da Capela Sistina, onde realizou os afrescos "As provações de Moisés", "Os castigos dos Rebeldes" e "Tentação de Cristo".
Não foi a primeira vez que seus trabalhos eram usados em uma instituição religiosa, na adolescência trabalhou na casa de um ourives, na oficina de Fillipo Lippi, a quem teria ajudado nas decorações da Catedral de Prata.
Na temática religiosa destacam-se também São Sebastião (1473) e um afresco sobre Santo Agostinho.
Foi ainda destacado retratista, e seu talento excepcional de transpor para a linguagem formal as concepções de seus clientes tornou-o um dos pintores mais disputados de seu tempo. Sua reputação, alvo de um curto reavivar de interesse no século XVI, logo esvaiu-se, e somente com o reaparecimento de uma crescente curiosidade pelo Renascimento, registrada no século XIX, e, em particular, pela interpretação filosófica de suas obras, é que sua arte volta a adquirir o êxito e a fama que mantém até hoje.
Abaixo alguns de seus trabalhos, que mostram bem a dualidade mística (pagã e cristã) de Botticelli
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domingo, 21 de agosto de 2011
A Arte de William Blake [Parte 1]
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| Todo homem lhe deu um pouco de dinheiro |
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| Todo homem lhe deu um pouco de dinheiro |
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| Quando as estrelas matutinas cantaram juntas |
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| Quando as estrelas matutinas cantaram juntas |
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| Behemoth e Leviatã |
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| O corpo de Abel encontrado por Adão e Eva |
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| Elohin criando Adão |
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| Jó e suas filhas |
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| Jó e suas filhas |
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| Jó e sua família |
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| Jó e sua família restaurada para a prosperidade |
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| Jó sendo repreendido pelos seus amigos |
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| Consoladores de Jó |
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| Desespero de Jó |
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| Pesadelos de Jó |
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