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sexta-feira, 18 de julho de 2014

A Arte Trácia



A Bulgária está situada na parte mais oriental da Península Balcânica. Desde as épocas mais remotas aí se estabeleceram povos de origem e cultura muito diversas. Nestas terras passavam as ondas de grandes tribos que migravam de um continente para o outro. Até que, por volta do segundo milênio a.C. surgiu um povo que se fixou na parte oriental do país – os trácios, uma "gente estranha" que acreditava na imortalidade da alma e numa vida que se prolongava além da morte. Seus reis e os mais notáveis das tribos eram, por isso, enterrados em túmulos nos quais se colocavam todas as riquezas que haviam acumulado. E assim os trácios puderam deixar uma lembrança – a de sua arte, em muitos momentos inigualável, por sua originalidade e pelo fim que almejava: a eternidade.

Inúmeros historiadores do mundo antigo escreveram sobre os costumes, os hábitos e a agressividade das tribos que povoaram as partes central e norte da Península Balcânica já nos fins da Idade do Bronze. Segundo os seus vizinhos, os gregos, elas deram origem ao deus do vento, Bóreas, e ao deus da guerra, Ares. No entanto, estas criaturas divinas revelam somente uma parte do espírito trácio, livre e indomável, pois nas suas terras tiveram berço também as Musas e nas suas montanhas cantava o doce Orfeu. Mas deve-se considerar que esses dados sobre a cultura trácia poderiam ter chegado até nós apenas como belas lendas se não tivessem o apoio dos ricos achados que revelaram ao mundo uma arte estranha, excepcional, primitiva, porém de força inigualável.

Apesar dessa profusão de ouro, o material mais utilizado na Trácia – como no restante do mundo antigo – era o bronze. Com ele se elaboravam os enfeites, as armas, os utensílios em geral. As formas desses objetos eram simplificadas, e a maioria dos ornamentos composta de figuras geométricas. Encontram-se também com muita freqüência, principalmente nos machados de culto, figuras de animais domésticos: bois, carneiros, galos, etc.

Ainda não foram escavadas todas as sepulturas trácias. Pode-se imaginar o que esconde o restante das colinas espalhadas por toda aquela região. Mesmo assim, é possível afirmar que apenas dois países rivalizavam em riqueza com a Trácia: a Pérsia ocidental e a Cítia. E isto não é uma casualidade. Os povos desses países encontravam-se em níveis de desenvolvimento social, político e econômico bastante semelhantes, assim como também eram semelhantes sua religião e sua ideologia. Além disso, mantinham relações diretas, pois os persas passavam constantemente pelo território dos trácios em suas viagens para a Cítia e para a Grécia, e acabaram mais tarde por estabelecer-se definitivamente no país.

Os soberanos trácios e citas estabeleciam entre si casamentos dinásticos, o que, aliás, não os impedia de freqüentemente se combaterem. Estes laços, que se aprofundaram com o passar do tempo, acabaram por influir positivamente na arte dos três povos. Foi a Trácia o primeiro país europeu a adotar os estilos artísticos orientais, para mais tarde difundi-los pelos mestres dos outros países bárbaros. E desde tempos imemoriais que as terras búlgaras representavam uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, pelo qual passavam inúmeros povos e culturas. Em razão disso, a arte trácia adotou muitos elementos estrangeiros, fixou-os e acabou por torná-los parte de sua tradição. Um exemplo desse fenômeno é o denominado estilo animalesco, tão difundido na arte torêutica (arte de cinzelar, de esculpir em metal, madeira ou marfim) da Trácia. O leão, o grifo, o touro foram aí introduzidos graças aos contatos com a arte persa. E os paralelos entre a torêutica trácia e a cita são ainda mais evidentes, levando alguns pesquisadores a considerarem a arte trácia como uma variante local da arte dos citas.

Mas a Trácia não possuía fronteiras somente com a Pérsia e a Cítia. Ao sul ela tinha como vizinha a Grécia, que por volta do século V a.C. havia assumido a hegemonia cultural do mundo, a ponto de criar entre helenos e bárbaros uma divisão que expressava bem mais uma diferença cultural do que étnica. Mas os altivos gregos gostavam de comerciar com os ricos bárbaros, com os quais trocavam o seu trigo, produtos alimentícios e couro por objetos como enfeites, armas e utensílios. Mas esse intercâmbio não se ateve somente ao comércio. Muitos mestres gregos trabalharam para soberanos trácios, adaptando o estilo clássico grego ao gosto oriental de seus clientes.

Os melhores exemplos encontrados hoje são os dos tesouros de Russe e Panaguiurishte. Sobre os vasos de Russe vemos os mistérios da figura de Dionísio, a quem toda a antiguidade aceitava como um deus trácio. À primeira vista o mestre mantinha-se fiel às formas antigas, mas, diante de um estudo mais detalhado, as figuras se apresentam um pouco mais pesadas, e os seus recursos não são aparentemente muito convincentes no que diz respeito ao ideal clássico de beleza. No entanto, esta beleza encontra-se nos elementos da arte bem mais exigente dos orientais.

Um ríton de ouro, parte do Tesouro Panagyurishte, dos séculos IV e III a.C.

De todos esses objetos, o mais belo é a ânfora encontrada em Panaguiurishte. Por sua forma, ela pode ser considerada um dos vasos mais raros existentes em todo o mundo. Apesar de em sua elaboração se sentir claramente a habilidade de um artista helênico, sua forma é tipicamente persa e representa a continuação de uma velha tradição aquemênida. Todos os vasos conhecidos que possuem esse formato e têm duas aberturas no fundo são originários da Ásia Menor.

Tendências artísticas semelhantes às existentes nos tesouros de Russe e de Panaguiurishte encontram-se, também, no tesouro de Letnitza, que sem dúvida alguma é obra do artesanato trácio e data da mesma época que os dois citados anteriormente, isto é, fins do século III a.C. Sua elaboração é, no conjunto, bárbara, embora apresente uma série de particularidades que a aproximam da arte da Ásia Menor. A reprodução de todas as figuras reflete as mesmas características de estilo. Os homens são representados com barba e recordam muito as esfinges da arte aquemênida (dinastia persa fundada por Ciro em 550 a.C.) tardia, da metade do século IV a.C. A figura humana, da mesma forma como era vista pelos artistas da Ásia Menor, apresenta-se sempre vestida, já que, em vez de reproduzir as formas do corpo e a musculatura, o mestre prefere ocupar-se dos detalhes do vestuário e do tecido.

Alguns exemplos do tesouro de Letnitza você pode ver clicando aqui

Outra faceta interessante de examinar nos tesouros da Trácia é a que diz respeito aos adornos. Sua confecção é tradicionalmente atribuída a artistas gregos. Todavia, o problema relacionado ao lugar em que foram elaborados ainda não está totalmente resolvido. Isso se deve ao fato de terem encontrado em várias ilhas gregas adornos semelhantes aos achados nos túmulos de Duvanli e Mezek. Antes da segunda metade do século VI a.C. eram raros os adornos de ouro nas colônias gregas das costas do mar Negro. A partir, porém, da segunda metade do século III a.C., começaram a proliferar as oficinas especializadas na confecção de adornos de ouro. Por essa época surgiram, ao lado dos adornos gregos típicos, constituídos de brincos e anéis, adornos trácios com as mesmas características. Em cada uma das épocas posteriores encontra-se um grande número de adornos em ouro cuja origem não é tão clara. Exemplos disso nos são trazidos pelos tesouros de Nicolaevo – da época romana – e de Varna, que provavelmente tiveram sua origem na própria Trácia. Mais recentemente esses adornos típicos surgem com os dois componentes do povo búlgaro – os eslavos e os protobúlgaros. Mais tarde a eles se juntam também inúmeros adornos de caráter mais variado, como medalhões e ícones cristãos, em cuja criação aparece, com mérito indiscutível, a influência da Bizâncio cristã.

Quando falamos das relações e das influências da arte trácia com as de outras civilizações, não devemos de maneira alguma menosprezá-la por ela não possuir um caráter nacional definido. Antes de tudo o termo nacional, no sentido artístico, não existia naquela época. A arte era um meio de expressar as idéias religiosas ou político-ideológicas e não uma forma de dar dimensão a um espírito nacional.

Se tentarmos descobrir o que, para um nobre trácio, tinha valor numa obra de arte, chegamos a algumas conclusões interessantes. Antes de tudo ela deveria ser feita de um material precioso porque dessa forma demonstrava a riqueza do seu possuidor. O trácio rico tinha uma predileção pelos objetos de ouro, tais como peitilhos, capacetes, pulseiras e anéis. Dessa maneira ele se distinguia dos mais pobres, demonstrava sua origem nobre, sua situação privilegiada. Provavelmente é por essa razão que os trácios nobres eram chamados de dzibitides – brilhantes. Eles brilhavam de tanto ouro que carregavam sobre si. Aqueles que não tinham suficiente riqueza para adquirir objetos de ouro usavam adornos de bronze, mas com um pequeno artifício: mandavam prateá-los, a fim de brilharem tanto quanto os outros.

Os motivos mais frequentemente encontrados nos objetos dos tesouros trácios são os animais. Muitas vezes representados durante uma luta entre si: é o leão que ataca o veado ou o touro; é o grifo devorando o veado; são dois ursos em posição de combate. Geralmente a posição do animal está combinada com a forma do objeto. Muitas vezes surgem figuras fantásticas, como leões com bico de águia ou veados alados.

Comumente se afirma que o estilo animalesco determina a arte trácia. Mas, na realidade, do ponto de vista artístico as obras mais preciosas são aquelas em que os homens se acham representados. É difícil afirmar se esta última foi uma etapa subseqüente ou contemporânea ao estilo animalesco. O exemplo mais antigo e figura humana é o que se encontra em um cinto datado provavelmente do século V a.C., mas o verdadeiro florescimento do estilo antropomorfo data do século IV a.C., que foi, sem dúvida, a época mais brilhante de toda a arte trácia.

Até os dias atuais, já foram descobertas mais de cem sepulturas onde se encontraram objetos em que aparece a figura humana. Do ponto de vista iconográfico, a imagem quase totalmente dominante é a do cavaleiro-guerreiro-caçador. E quem é esse cavaleiro misterioso que passa cavalgando, através dos séculos, como um símbolo eterno do espírito trácio? Durante a época da dominação de Roma foram dedicados a ele mais de dois mil relevos em mármore. Dele aprendemos o nome – Heros. Mas será este um nome ou simplesmente a palavra herói? Por ser um deus universal, os trácios apelavam para ele em todos os casos, fosse para defender as portas da cidade ou simplesmente para curá-los da mordida de um cão raivoso.

Os trácios criaram uma arte com finalidade. Uma arte que conservou a lembrança de um povo, que, segundo Heródoto, era “o mais numeroso depois do hindu” e que ficou conhecido por sua fé na imortalidade. Por acreditarem na permanência da vida, os trácios levavam consigo para a sepultura suas relíquias mais preciosas. E, em verdade, graças a elas, conseguiram a imortalidade tão desejada. Não, talvez, a espiritual; mas com certeza a cultural. Pois hoje, guardadas em museus, estas relíquias tornaram-se os testemunhos de um povo desaparecido. Mensageiras entre mundos, como Hermes o foi entre o dos deuses e o dos homens; e, como Orfeu, mensageiras do entendimento entre os próprios homens.

sábado, 8 de junho de 2013

Desbravadores: Quando os Vikings Rasgaram o Oceano Atlântico.


Lançando-se em alto mar após infortúnios em terra, os vikings, Erik, o Vermelho, e seu filho, Leif Eriksson, realizaram uma das maiores façanhas da história e ofuscaram a glória total de Colombo, ao pisar na Groenlândia e posteriormente na América – 500 anos antes ao navegador genovês. Com tal proeza, foi provado mais uma vez, que ao contrário do comumente dito, a História Viking não se resume aos assaltos com machado na mão.

Em tela, a estátua de Leif Eriksson. Feita de bronze, a estátua do famoso explorador viking marca a entrada do Mariner's Museum em Newport News, na Virginia (EUA). A estátua, símbolo da conquista do mar, é uma réplica da original projetada por Alexander Stirling Calder e foi ofertada pelos EUA como presente, em 1930, ao povo da Islândia.

Ousados exploradores, os nórdicos possuíam um espírito indomável pela aventura e eram os inventores do melhor barco da época, o poderoso e flexível drakkar (navio-dragão). No comando de seus "dragões", foram os primeiros a testemunhar a expansão do mundo conhecido. Embora não se saiba o exato motivo da ocultação de tamanha façanha por séculos, atualmente, os Vikings são considerados os verdadeiros descobridores e colonizadores europeus da América.

Ruínas Vikings encontradas na década de 1960 forneceram provas incontestáveis da presença escandinava na Groenlândia e América. Em 2 de setembro de 1964, o Presidente norte-americano, Lyndon B. Johnson, autorizado por unanimidade pelo Congresso Nacional, ratificou o documento em que registrou o dia 9 de outubro como "Dia Leif Eriksson". Os governos canadense e groenlandês executaram atos similares.

A história que desembocaria nos "descobrimentos" da Groenlândia e América teve seu início na Noruega (terra Viking), quando o "brigão" Erik, o Vermelho, assassinou um homem e foi banido de sua pátria. Mudou-se para Islândia (também terra Viking), constituiu família e novamente matou outro homem. Os motivos das mortes ainda hoje são desconhecidos, mas, mesmo para os "violentos" Vikings, Erik gerava desconfiança e acabou sendo banido mais uma vez.

Erik, o Vermelho (ou Eric ou Erico, o Ruivo), na verdade, tratava-se de um guerreiro fabuloso (berserker). Temido nos tempos de paz, era memoravelmente lembrado nos de guerra e saques – registros antigos retratam Erik como descendente do próprio Thor (Deus do Trovão Viking). Erik é possivelmente o viking mais famoso da história e teria nascido em 950. A data da sua morte é ignorada.

Revoltado com sua segunda expulsão, Erik decidiu desbravar o Atlântico e encontrar as supostas terras relatadas por Gunnbjörn Ulfsson (outro viking). Tais terras ficariam a oeste ou noroeste da Islândia e para lá partiu atrevidamente com seus bravos seguidores, o que incluía seu segundo filho, Leif Eriksson (975-1020).

Segundo as Sagas Islandesas, no ano de 900, Gunnbjörn Ulfsson, ao se desviar do seu percurso habitual, deparou-se com imensos rochedos desconhecidos. Ulfsson não teria se animado e retornou para casa apenas relatando o ocorrido – ele, na verdade, avistara a Groenlândia e mais tarde foi homenageado ao ter seu nome emprestado a mais alta montanha da ilha.

Desbravando o violento Atlântico Norte além do dito por Ulfsson, Erik, o Vermelho, teria pisado na Groenlândia em 984 (ou 985). Como havia sido banido da Noruega e da Islândia, objetivou iniciar uma colonização – a descoberta parece não ter sido capaz de livrá-lo das mortes que cometera. Em 986, Erik trouxe da Islândia 16 drakkar’s (eram 25 inicialmente, mas 9 naufragaram) com os primeiros colonos para a ilha que batizou de Greenland ("Terra Verde"; Groenlândia).

O descobrimento da América teria ocorrido entre os anos de 986 e 1000, sob a liderança de Leif Eriksson, o segundo filho de Erik, que já teria falecido. Leif, seguindo passos semelhantes ao do pai, encontrava-se intrigado com o relato de supostas nova terra a oeste ou sudoeste e lançou-se ao mar – como o pai fizera – acabando por realmente encontrá-la. A terra descoberta por Eriksson foi o continente que mais tarde seria chamado de América em homenagem ao navegador Américo Vespúcio.

À medida que Leif seguia a costa do recém-descoberto continente americano, promoveu batismos – Helluland ("Terra Pedregosa"), Markland ("Terra da Floresta") e Vinland ("Terra da Vinha"), que hoje correspondem, respectivamente, ao sul da Ilha de Baffin, Costa do Labrador e Ilha de Newfoundland, no Canadá. Retornando à Groenlândia, Leif teria confirmado a veracidade do dito por Bjarni.

Para alguns, Leif Ericsson teria percorrido o caminho descrito pelo também nórdico Bjarni Herjolfsson que, por volta de 986, teria partido da Islândia e atravessado o Atlântico para fazer uma visita ao seu pai que acompanhara Erik, o Vermelho. Bjarni, sem mapa e ao que parece sem qualquer instrumento de orientação marítima, teria partido em direção a Groenlândia, mas teve seu drakkar arrastado por fortes correntezas durante tempestades. Com a mudança de curso, teria avistado terras que acreditou ser a própria Groenlândia. Alguns afirmam que Bjarni teria avistado o Canadá ou mesmo os EUA.

Comprovando o relatado nas narrativas Vikings, em meados do século XX foram descobertos resquícios de assentamentos nórdicos na América. "Em L'Anse aux Meadows [Canadá], encontraram na década de 60 vestígios arqueológicos de uma vila viking, comprovando a ocupação do local por esse povo e a veracidade de suas histórias sobre Vinland. Hoje a vila consiste em Patrimônio Mundial da Humanidade, pela UNESCO. Os vestígios encontrados datam de cerca do ano 1000, período que os vikings haviam se estabelecido em Vinland".

Outro fato alegado refere-se à presença de DNA ameríndio entre os islandeses. Segundo "estudo publicado, em 2010, no American Journal of Physical Anthropology, por investigadores espanhóis e islandeses e da empresa Code Genetics, a análise do ADN [o DNA] mitocondrial de quatro famílias islandesas e respectivos antepassados (até 1700) revela que eles partilhavam a linhagem C1e, exclusiva dos ameríndios. (...) O mais provável é que os vikings que chegaram à América por volta do ano 1000 tivessem sequestrado uma jovem índia e decidido levá-la no regresso à Islândia". Pouco se comenta, mas os Vikings possuíam o hábito de escravizar, quando julgavam necessário.

Nos EUA, há museus de História Natural – como o Smithsonian, em Washington, e o Museu Americano de História Natural, em Nova York – em que há exposições, como a "Vikings, a Saga do Atlântico Norte", descrevendo a milenar façanha dos escandinavos.

Pesquisadores têm se debruçado para saber o real motivo do encobrimento das fantásticas descobertas. Acredita-se que, por serem tidos como bárbaros e principalmente odiados por diversos povos, a suposta divulgação teria sido taxada como lenda. Há também posição no sentido de que simplesmente teriam ignorado o ato de divulgação.

Aproximadamente 500 anos após o desembarque Viking, em 12 de outubro de 1492, Cristóvão Colombo aportou na América (provavelmente na Ilha de San Salvador, nas Bahamas) e a ele foi creditado o título de "descobridor da América" – mas, na verdade, encontrava-se 500 anos atrasado.


Documentário BBC, em inglês, que conta e desmitifica mitos a respeito dos Vikings: http://www.youtube.com/watch?v=GzbmCG9T4ro&list=PLH1P5gX7Up3JZwZ4H3td0roX8kFJIoBmv


Agradecimento especial à página Mitologia Nórdica e ao Hednir Clan pelo valioso auxílio e disposição prestados.
Para conhecer mais sobre o universo Viking e vivenciar um pouco da sua cultura, acesse:
Mitologia Nórdica – https://www.facebook.com/Deuses.Nordicos
Hednir Clan – https://www.facebook.com/Hednir.clan



Texto: Eudes Bezerra.
Administração Imagens Históricas.

Imagem: Estátua feita de bronze de Leif Eriksson, Museu Mariners, Newport News, Virginia, EUA. Réplica da projetada por Alexander Stirling Calder .

Referências:

FERRONI, Marcelo. Os Vikings e a chegada ao Novo Mundo. Disponível em: << http://galileu.globo.com/edic/111/rep_vikings.htm >>. Acesso em: 4 jun. 2013.

HO, Cheng; MENZIES, Gavin. América: Quem chegou primeiro?. Disponível em: << http://www.superinteressante.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=408%3Aamerica-quem-chegou-primeiro&catid=9%3Aartigos&Itemid=83 >>. Acesso em: 4 jun. 2013.

JOHNSON, Lyndon Baines. Proclamation 3610 - Leif Erikson Day de 1964. Disponível em: << http://www.presidency.ucsb.edu/ws/?pid=75223 >>. Acesso em: 6 jun. 2013.

SOMMA, Isabelle. A Fúria Viking. Revista Aventuras na História. São Paulo: Abril, n. 47, p. 38-43, jul. 2007.

VILAR, Leandro. A Saga Viking. Disponível em: << http://seguindopassoshistoria.blogspot.com.br/2012_07_01_archive.html >>. Acesso em: 11 maio 2013.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Turan



Turan é o nome persa para "Ásia Central", que significa literalmente "terra dos Tur".
Os turanianos são antigos povos formados por tribos iranianas. São miticamente reverenciados como um dos dois povos descendente de Fereydoun, um rei místico iraniano que reinou sobre o país durante quase 500 anos (de acordo com o Zend-Avesta, uma das antigas escrituras do zoroastrismo, da Pérsia que data de 1500 a.C.).
De acordo com Shahmaneh, o livro dos reis, uma grande obra poética escrita no século X, pelo escritor iraniano Ferdowsi, que narra a história e a mitologia do Irã, desde a criação do mundo até a sua conquista pelos árabes no século VII, as tribos nômades que habitavam estas terras eram governadas por Tur (Turaj ou Tuzh no médio-persa), imperador e filho mais velho de Fereydoun, associado também a gênese do povo turco, embora não haja nenhuma relação entre turanianos do Shahnameh e a cultura dos antigos turcos.
Na literatura antiga, o Avesta configura-se como a mais antiga referencia aos turanianos. Constitui-se, como foi dito, em uma antiga escritura zoroastriana persa e, semelhante à antiga terra natal de Zoroastro, a geografia precisa e a localização do nascimento de Turan é desconhecida.
Os termos derivados do imperador Tur, "turco" e "turaniano", tornaram-se usados ​​de forma intercambiável durante a época islâmica. Ainda no épico persa Shahnameh , o termo Turan ("terra dos Turya" como Eran, o Irã como "terra dos Arya", os arianos) refere-se aos habitantes da fronteira leste-iraniana, além do rio Amu Dária, rio mais extenso da Ásia Central, formado pela junção dos rios Vakhsh e Panj.

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